• José Alcântara Designer

O que é um Moodboard?

Pessoalmente, sou um grande fã dos moodboards e sempre que possível utilizo ele no meu processo criativo, pois além de uma ferramenta muito útil ela também serve como forma de interação com o cliente.


O que é um moodboard?

Moodboard, Prancha de Temperamento ou Painel Semântico nada mais é que uma seleção de imagens que representam a identidade visual de uma marca. Nesse board podemos ter exemplos de fotos, formas, cores, tipografia, padrões, frases e tudo mais que pode transmitir a personalidade da marca, fazendo com que ela possa ser exibida e compreendida em um quadro, slide ou folha.



Por que usar moodboards?


1. É uma ferramenta incrível para entender e ilustrar a visão do seu cliente.

Um dos papeis do design gráfico na minha opinião é materializar a visão do cliente - e por muitas vezes a visão do cliente do meu cliente.


É ferramenta comum para a maioria dos designers o Questionário de Briefing, porém muitas vezes ele pode ser falho na captação das ideias por ter respostas muito amplas ou conflitantes. Na sua grande parte os empreendedores tem ideias incríveis pro presente e futuro da sua marca, mas não são capazes de expor e apresentar isso em forma de texto, especialmente se eles não forem pessoas naturalmente visuais.


2. Os Moodboards deixam o seu processo de criação mais seguro.

O moodboard serve como um grande ponto de referência e segurança para o seu design, incluí-lo no seu processo de criação e de convencimento é uma forma de quebrar a barreira de insegurança que alguns clientes podem ter.


Ao saber que participará ativamente do processo de criação, o cliente, irá se sentir mais seguro, porque ele pode ver "seu sonho ir se tornando realidade" e também estará vendo o "designer trabalhando".


Na prática, além de dar ao designer mais ferramentas e referências para a criação, incluir o cliente no processo também trará a sensação de pertencimento, pois ele irá contribuir ativamente na construção, o que com certeza facilitará a aprovação do design, afinal ele "ajudou a fazer aquilo".


Outro benefício é que você reduz as possibilidades de alterações e reprovações, pois além do briefing você tem outra documentação - desta vez visual - das preferências do cliente.


3. Os Moodboards mostram que o designer ouviu e entendeu o cliente.

Depois das conversas iniciais, do briefing e etc, chega a hora do moodboard, e essa é a chance do designer mostrar pela primeira vez que ouviu e entendeu o cliente, entendeu seu negócio, seu público, objetivos, inspiração e tudo mais. E o designer acertar de primeira, isso irá colocar ele em uma posição privilegiada, mostrando que é um especialista e que soube ouvir e entender a visão e objetivos da marca.


Se ao final da discussão sobre o moodboard, ele não representar o que o cliente disse anteriormente, pode ser uma indicação de que:

  • o cliente mudou de opinião (e isso precisa ser discutido imediatamente)

  • o cliente não conseguiu ser claro no briefing

Ou ainda de que o designer não ouviu, ou ouviu, mas não tem a compreensão adequada do negócio.


Conclusão

Experimente incluir o moodboard no seu processo de criação como uma etapa de aprovação. Isso trará mais segurança para você e seu cliente. Eu sempre incluo o moodboard aprovado na apresentação final da identidade visual, e encorajo todos a sempre consultarem o MIV sempre que tiverem dúvidas.



👋 E aí? Gostou das dicas?


José Alcânttara Designer

José Alcânttara

Sou Designer e Gestor de Criatividade & Inovação. Compartilho conhecimento sobre Criatividade, Branding e Marketing com foco em Design.



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